O agro está pronto para o mercado de carbono?

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O mercado de carbono avança no Brasil e no mundo, mas muitos produtores rurais ainda não estão atentos às oportunidades — e aos riscos — dessa nova realidade. Segundo especialistas, o agro brasileiro pode se tornar um dos maiores fornecedores globais de créditos de carbono, especialmente por meio de práticas de baixo impacto ambiental e uso racional da terra. No entanto, é preciso se preparar.

Recentemente, o consultor ambiental Marcel Martin afirmou em entrevista à Globo Rural que o setor agrícola “ainda não está enxergando os desafios do mercado de carbono”, e isso pode custar caro no futuro. A falta de organização, dados confiáveis e estrutura jurídica pode fazer com que os produtores percam espaço ou recebam menos do que poderiam nas negociações.

Na prática, o mercado de carbono funciona como uma “moeda verde”: quem emite menos ou sequestra carbono pode gerar créditos e vendê-los para empresas que precisam compensar suas emissões. No campo, isso pode ser feito com:

  • reflorestamento,
  • manejo de áreas degradadas,
  • integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF),
  • recuperação de reserva legal e áreas de preservação permanente.

O problema é que, sem regularização fundiária e ambiental, muitos produtores não conseguirão participar desse mercado. Além disso, é fundamental ter documentação em dia, CAR validado, áreas mensuradas e acompanhamento técnico — do contrário, não há como gerar créditos reconhecidos.

Aqui na Seven Agro, temos observado um crescimento nas demandas por regularização ambiental justamente por causa do carbono. Quem se antecipa sai na frente. O produtor que organizar sua propriedade agora estará pronto para negociar quando os programas e plataformas de compra de crédito forem ampliados.

Oportunidade ou ameaça?

Se o produtor rural brasileiro não se adequar, outros setores ou até estrangeiros poderão assumir o protagonismo nesse mercado. Por isso, o carbono deve ser visto como um ativo ambiental e financeiro, que depende de conformidade legal e técnica.

Estamos preparados para ajudar quem deseja:

  • verificar se sua área pode gerar créditos,
  • entender os requisitos mínimos exigidos,
  • montar um plano de adequação técnica e jurídica.

Na dúvida, regularize primeiro. O crédito vem depois.

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