Recentemente, uma notícia publicada pela BBC Brasil trouxe à tona uma situação que, para quem vive no campo, soa como uma grande ironia: a floresta amazônica está sendo derrubada para a construção de uma estrada que dará acesso à COP30, o principal evento climático do mundo, que acontecerá em 2025 na cidade de Belém (PA).
A matéria destaca que a obra, uma rodovia de quatro pistas, avança sobre dezenas de milhares de hectares de floresta em uma área considerada protegida. Tudo isso com o objetivo de facilitar o deslocamento durante o evento que, teoricamente, será voltado à promoção da sustentabilidade e preservação ambiental.
Enquanto isso, o produtor rural segue sendo pressionado por regras, embargos, autos de infração e exigências cada vez mais duras. Abrir uma estrada vicinal dentro de uma propriedade, corrigir áreas de pastagem ou ampliar um acesso pode levar o produtor a enfrentar processos, multas e restrições ambientais pesadas.
📌 Dois pesos, duas medidas?
A contradição salta aos olhos.
Quando é o Estado que promove o desmatamento, ele é chamado de “infraestrutura para desenvolvimento sustentável”. Mas quando o produtor rural precisa fazer uma intervenção mínima na propriedade, é acusado de degradação ambiental.
Essa disparidade no tratamento revela um problema crônico: a criminalização seletiva do agro. Enquanto grandes obras públicas são viabilizadas com rapidez, amparo legal e discursos bem embalados, os pequenos e médios produtores seguem arcando com o ônus de um sistema que cobra, mas não apoia.
🌱 Produção e preservação: o caminho equilibrado
A Seven Agro acredita que produção e preservação podem coexistir, com planejamento técnico, uso racional da terra e respeito às normas. Mas isso precisa valer para todos — inclusive para o Estado.
O produtor rural brasileiro já é, em sua maioria, um conservador natural. Mantém reservas legais, respeita áreas de preservação permanente, e mesmo assim ainda é tratado como vilão em muitos discursos.
O que falta, muitas vezes, é coerência nas políticas públicas e isonomia no tratamento de quem produz.
📣 Por isso, nosso papel é informar, orientar e fortalecer o campo.
Seguimos atentos a todas as decisões que afetam o setor produtivo rural — seja nas legislações ambientais, nos bastidores políticos ou nas contradições que ganham as manchetes.
Aqui, informação é ferramenta de defesa. E o agro precisa ser ouvido com respeito.
✔️ Seven Agro – Soluções que rendem.
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